Produção Leiteira

João Paulo Gonçalves Pereira é médico veterinário, formado pela UNIUBE, técnico em agropecuária pelo Instituto Federal e produtor rural, em Araxá – MG. Entre todas essas experiências do dia a dia, realiza consultoria, manejo e clínica em diferentes setores do gado leiteiro. Com sua prática, relata sobre a produção leiteira, manejo em ordenhas e diz sobre a importância de uma ordenha adequada para evitar problemas da qualidade do leite.

A produção de leite, tem se tornado uma atividade que exige cada vez mais do produtor adequações, para produzir alimento de melhor qualidade, obtendo melhor valor agregado do produto.

Essas adequações estão relacionadas desde ao manejo dos animais na sala de ordenha até a refrigeração do leite produzido. Produtores com o auxílio de técnicos tem conseguido realizar esses manejos, produzindo leite de melhor qualidade, o que beneficia o produtor e a indústria. As adequações são ditadas pelas Instruções Normativas 76 e 77, publicadas em novembro de 2018 e entraram em vigor em junho de 2019.

Para produzir um leite de qualidade, manejos na sala de ordenha devem ser adotados, prevenindo problemas que vão afetar a qualidade do leite. Dentre esses manejos estão:

Manutenção do sistema de ordenha;
Realização de teste de caneca;
Uso de pré e pós dipping;
Correta linha de ordenha;
Higienização dos equipamentos;
Manutenção sistema de refrigeração;
Controle de pragas e animais.

Produtores tem enfrentado grandes desafios, com o controle de mastites, para ter animais saldáveis produzindo leite apropriados para a comercialização e consumo, para evitar problemas com as mastites, os manejos citados acima devem sempre ser seguidos, isso fará ter uma grande redução nesse problema que atinge todas a propriedades leiteiras.

Sistema de ordenha deve estar sempre ajustado, integro e com a correta higienização; observando sempre nível de vácuo, integridade de tubulações e teteiras, além do ritmo dos pulsadores.

Teste de caneca e fundamental para a detecção de mastites clínicas, no início, a partir da detecção de leite com mastites evitar que seja colocado junto com o leite destinado ao comércio, abaixando a qualidade do produto final.

Além da observação do sistema de ordenha e da analise visual do leite, outro ponto importante e correta higienização dos tetos antes de serem ordenhados, o que pode ser realizado com vários produtos que estão presentes no mercado. Após os tetos serem ordenhados também devem ser cobertos por uma proteção denominada pós dipping que tem o objetivo de evitar a entrada de microrganismos na glândula mamária através do esfíncter do canal do teto.  

Os animais a serem ordenhados devem ser separados de forma simples, primeiramente, animais com leite próprio para comercialização, que podem ser divididos entre animais de maior produção e de menos produção; logo após, animais com leite “sujo”, que é o leite de transição, que é produzido após parto; por último, animais que estão fazendo tratamento com antibióticos esses animais devem ser devidamente marcados e as medicações utilizadas, anotadas para evitar complicações no produto final) e animais com mastites, esse leite deve ser descartado (não pode ser comercializado).

Um ponto que deve ser levado em consideração, que interfere na qualidade do leite é a presença de animais indesejáveis na sala de ordenha e do tanque, animais como roedores, aves, cães. Alguns laticínios dão bonificações aos produtores e que controlam essas situações, o que é um ponto muito importante dentro da propriedade.

A atividade leiteira deve ser tratada como um empreendimento, como qualquer outro, agindo de forma a produzir sempre o melhor para o consumidor, focando além de tudo no bem estar dos animais da propriedade que influência de forma positiva na qualidade do leite. Produtores devem buscar auxílio de técnicos capacitados para contribuir de forma positiva na atividade leiteira, para produzirem um produto de ótima qualidade.

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Victoria Hueb

Graduanda em Medicina Veterinaria pela Universidade Federal de Uberlândia. Nascida e criada por pecuaristas da região de Uberaba e Campo Florido. Apaixonada por cavalos e seus esportes!

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