Raiva Bovina

A raiva bovina é uma doença que atinge o sistema nervoso central da maioria dos animais domésticos e silvestres. É considerada uma zoonose, ou seja, que é transmitida para o homem através do contato direto com o morcego ou por animais infectados. A enfermidade apresenta alta taxa de mortalidade e irreversível a tratamentos, sendo assim, o óbito dos animais e de extrema preocupação de proprietários e vizinhos. 

Esta doença é causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, e família Rhabdoviridae. O agente migra pelo corpo do animal, causando vários sintomas, até chegar ao sistema nervoso central. A forma mais comum de contaminação ocorre pela inoculação da saliva do morcego hematófago contaminado pelo vírus com a corrente sanguínea do animal atingido. 

O período de incubação pode chegar até por 6 meses, e depois causar os sinais clínicos. Nos bovinos o quadro mais comum é durante a fase paralítica. O qual os animais apresentam incoordenação motora, insensibilidade ao toque, flacidez ou desvio lateral do rabo, salivação excessiva, vocalização sem som, dificuldade ao deglutir, agressividade, dificuldades ao se levantar e paralisia flácida dos membros. Apatia, isolamento do grupo, opacidade de córnea são sinais não específicos da doença.

A fase furiosa do animal, quando apresenta agressividade, necessidade de morder e fuga, mais comum nos carnívoros. Já a fase prodrômica, acomete na maioria os animais silvestres, apresentando perda do medo com contato humano.

O método de controle da raiva mais indicado é pela vacinação de todos os animais da fazenda. Lembrando que a doença não tem cura, e pelo contado da saliva pode transmitir para o humano ou para outros animais. A prevenção acontece em todos os animais da propriedade. Recomenda se a aplicação de duas doses iniciais, com intervalo de 30 dias e depois reforço anual. Vacinar animais acima de 4 meses de vida. Consultando sempre um profissional da área para melhores instruções.  

Pessoas que possuem vínculo nas propriedades que já tiveram casos com raiva, deve se procurar um médico ou posto de saúde, alertar que são fontes de risco, e realizar a vacinação. Sendo feita por 3 doses, e o reforço acontece quando a sorologia estiver baixa.

Em caso de suspeita na fazenda, procure um médico veterinário para realizar o diagnóstico de forma correta.  Por se tratar de uma zoonose, deve se notificar de forma obrigatória os órgãos responsáveis, e assim, o proprietário receberá o descarte correto dos animais.

Vale ressaltar que deve se evitar a manipulação e contato direto com o animal suspeito. Principalmente com saliva, fezes e urina. Utilizando luvas e separando-o do lote. Raiva não tem cura em qualquer espécie animal e humana.

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Victoria Hueb

Graduanda em Medicina Veterinaria pela Universidade Federal de Uberlândia. Nascida e criada por pecuaristas da região de Uberaba e Campo Florido. Apaixonada por cavalos e seus esportes!

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