Gado Holandês na produção de leite associada ao ambiente.

 

Não se sabe ao certo em qual área da Europa surgiu a raça Holandesa. Tendo relatos de várias partes do continente. É um gado que se adapta às condições de clima frio, por isso o destaque para a sua criação na região Sul do Brasil. Sendo assim, a temperatura ideal para esse rebanho é de 25ºC ambiente, medida que aumenta a condição climática, diminui o seu metabolismo para a produção leiteira. 

As características morfológicas tem como marcante da raça a pelagem, que pode ser malhada de preto-branco ou vermelho-branco. A vassoura da cauda e o ventre são brancos. Na cabeça é moderadamente côncavo, o chanfro é reto e narinas bem abertas. Úbere simétrico, bem conformado, e fortemente inserido ao abdômen e na base do osso da bacia, e deve apresentar ainda, uma boa rede de irrigação sanguínea, tetas simétricas e macias com largura e profundidade moderado.

Pela diversidade de forragens no Brasil, muitos criadores optam pela produção em confinamento desses animais. O manejo em galpões é fácil pela docilidade da raça. Oferecendo nutrição para produção de leite, priorizando cuidados com temperatura e climatização.  Ao instalar uma vaca de leite, o custo é mais alto. Considerado um animal de maior produção leiteira e com alta lucratividade para esta atividade, uma vaca em lactação pode atingir em média 30 kg por dia.

As vantagens da criação em estábulos gera menor movimentação dos animais, obtendo energia para a lactação. Visando o espaço da propriedade para a produção de grãos e volumosos que serão alimentos para os animais confinados. Gerando menores custos na criação. Para a nutrição estima se, no mínimo, 30 kg de volumoso por cabeça. O concentrado depende do índice de produção, o qual uma vaca que produz 30 kg, tem que receber no mínimo 10 a 12 kg de ração.

Cerca de 70% da produção leiteira no Brasil é devido ao cruzamento da raça com o gado Zebuíno. Tem o meio sangue Gir com meio sangue Holandês, Girolando. Já o Guzolando, é o meio sangue Guzerá com o meio sangue Holandês.  

O objetivo do cruzamento dessas raças é de acordo com o manejo e a tecnologia utilizada em cada propriedade. O sangue zebuíno apresenta bons resultados em lugares onde há altas temperaturas, manejo a pasto, rusticidade e assim, diminui a incidência de ectoparasitas. Para o manejo com nutrição de concentrados e animais semi-confinados, e onde deseja obter maior produção de leite por animal, utiliza se animais mais próximos ao puro sangue Holandês. E busca-se por touros geneticamente ideais para a atividade leiteira.  

A raça é considerada a de maior produção leiteira por animal e pode ser criada em diferentes sistemas. Visando sempre a pastagem, o clima, a temperatura, o manejo e a tecnologia da propriedade. A busca por bons resultados e lucratividade é um somatório de eficiência tecnológica e bem estar animal. Sempre buscando alternativas para fornecer qualidade de criação a cada vaca produtora.

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Victoria Hueb

Graduanda em Medicina Veterinaria pela Universidade Federal de Uberlândia. Nascida e criada por pecuaristas da região de Uberaba e Campo Florido. Apaixonada por cavalos e seus esportes!

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