Genética Animal

O melhoramento animal vem sendo realizado desde os primórdios da humanidade, quando o homem começou a domesticar os animais e perceberam que os animais poderiam ser modificados de acordo com as características desejadas ao longo das gerações. Esse processo permite que os animais escolhidos deixem maior número de descendentes do que outros que não foram escolhidos, desta forma os animais escolhidos irão deixar uma maior carga genética nas futuras gerações, e assim ocorre a alteração da frequência gênica.

Fernando Caetano é zootecnista formado pela FAZU com especialização em Produção de Gado de Corte. Através da propriedade de sua família em Uberaba, vem desenvolvendo atividades com gado comercial e P.O.


– Qual é a diferença entre genética animal e melhoramento animal?

“A genética animal são os genes que compõe o DNA dos animais e formam as características de cada raça, já o melhoramento animal tem o papel de selecionar quais os genes formarão o DNA chamado de seleção genética. Esses genes são selecionados de acordo com as características desejadas de cada raça, fomentando uma maior produção de leite ou carne.”

– Como a genética é importante para o desenvolvimento da pecuária?

“A genética é um dos pilares mais importantes do ciclo da pecuária, pois ela vai determinar o potencial produtivo (carne ou leite) dos animais. Atualmente usamos de forma precisa a genética a favor de cada propriedade e modelo de produção (extensivo, semi-intensivo ou intensivo).”

– O que é a constituição genética?

“A constituição genética e caracterizado pela combinação de genes herdados de cada indivíduo. Assim se diferenciam as raças, pois seu progenitores possuem diferenças entre eles.”

– Como as empresas trabalham para realizar o mapeamento genético de um animal?

“O mapeamento genético e feito através da genotipagem, é uma técnica que consiste em uma coleta do DNA (bulbo ou sangue) dos animais. Assim é feito o mapeamento dos genes de cada animal, através dos marcadores moleculares. Desta é possível analisar os genes expressados em características mensuradas (ganho de peso, idade ao primeiro parto, área de olho de lombo entre outras características) que se diferenciam um do outro, dentro de cada rebanho analisado.”

– Quais são as fatores que contribuem para um animal estar no programa genético de uma propriedade?

“Os fatores que contribuem para o animal estar sendo incluído no programa genético da fazenda é um equilíbrio das características econômicas primordiais, como reprodução e ganho de peso, outro critério importante principalmente nos rebanhos de animais puros é o padrão racial determinado de cada raça.”

– Como a genética influencia criadores a melhorar seus rebanhos?

“Ela influência positivamente pelo fato de ser ter uma boa precisão em alcançar resultados positivos na qualidade e melhoria do rebanho, hoje de forma economicamente mais viável seja ela pelo processo de IA (inseminação artificial), IATF (inseminação artificial em tempo fixo), FIV (fertilização in vitro) ou mesmo pela aquisição de touros melhoradores para se trabalhar a monta natural.”

– Atualmente, como você observa o mercado econômico para pecuaristas que utilizam as tecnologias genéticas?

“A uma tendência positiva para os pecuaristas que adotam o melhoramento na suas fazendas , já que há uma demanda crescente na busca de animais especializados na produção, seja a cadeia do leite ou  da carne. O uso das biotecnologias (IA, IATF, TE e Fiv) auxiliam no processo de melhoramento pois são primordiais para que todos consigam acessar a genética superior, com melhor custo benefício.”

Fernando explica sobre o rendimento na pecuária com o uso da genética – “Os animais especializados são animais mais eficientes em produzir, isso quer dizer: produzir mais carne com menos alimento ofertado. Ao introduzir reprodutores e matrizes geneticamente superiores a fazenda vai obter maiores ganhos, devido ao incremento na produção @/ha gerados pela genética. Para ter resultados ao introduzir a genética na fazenda, o produtor deve estar atento a real situação da propriedade e saber qual sistema de criação ele está adotando, seja no sistema extensivo, semi intensivo ou intensivo. Somente após esse diagnóstico , que é primordial para tomada de decisão, ele irá conseguir saber qual perfil genético deve ser utilizado na propriedade,  para de fato conseguir resultados com a genética escolhida. Com o diagnóstico da fazenda e o sistema de criação identificado a escolha da genética utilizada deve estar alinhada com o mesmo perfil identificado da propriedade.”

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Victoria Hueb

Graduanda em Medicina Veterinaria pela Universidade Federal de Uberlândia. Nascida e criada por pecuaristas da região de Uberaba e Campo Florido. Apaixonada por cavalos e seus esportes!

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