Caroço de algodão na dieta de ruminantes

Quando olhamos para a produção leiteira o custo com a alimentação animal pode chegar a 60% dos gastos totais, diante disto a utilização de alimentos alternativos como maneira de reduzir estes custos pode ser uma solução viável.

O caroço de algodão é um co-produto oriundo do processamento da fibra do algodão, é considerado um atrativo para a alimentação animal devido ao seu valor energético, sua riqueza em proteínas e sua independência de processamento.

O caroço de algodão possui potencial energético para balancear uma dieta sem comprometer o teor de fibra da mesma, e ainda é capaz de contribuir para a fração proteica da mistura final.

A introdução gradual do mesmo na dieta é imprescindível para que o rúmen do animal se adapte as quantidades lipídicas, o caroço de algodão como já foi dito anteriormente não precisa passar por processamentos para ser fornecido na dieta, ou seja, pode ser fornecido inteiro.

O fornecimento do caroço de algodão via dieta deve estar entre os valores de 2-4kg de MS/vaca/dia, isto é devido ao teor lipídico que ele apresenta, ao exceder estes valores pode ocorrer diarreia nos animais.

No período de lactação de vacas de alta produção, o caroço pode auxiliar no fornecimento de fibra, que é importante para manter o teor de gordura do leite.

Deve-se atentar ao uso excessivo do mesmo, pois este apresenta uma substância chamada Gossipol que pode gerar efeitos deletérios ao rumem do animal, a intoxicação em ruminantes é rara, mas a quantidade de caroço ofertada ao animal não deve ser superior a 3 ou 4Kg por dia.

O uso do caroço de algodão para bezerros é restrito, devido à incompleta formação da microbiota ruminal que possui papel importante no processo de neutralização do gossilpol.

O caroço de algodão pode ser um forte aliado ao produtor, colaborando integralmente com a dieta animal e reduzindo os custos com alimentação dependendo do período em questão.

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Laine Ramos

Graduanda em Zootecnia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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