Nutrição animal: vantagens de se trabalhar com a nutrição e as formas mais rentáveis da mesma.

O rebanho brasileiro de bovinos possui cerca de 218,23 milhões de cabeças, segundo dados do IBGE de 2016, para uma área de 1.702.975,2 km² destinadas a pecuária, de acordo com a EMBRAPA. Há portanto uma grande área destinada à pastagens, algo que influencia diretamente no sucesso da produção animal do país, juntamente com a suplementação adequada em busca de atingir o melhor desempenho possível para os respectivos rebanhos e o clima do país.

 

A nutrição animal é responsável por cerca de 40% a 60% do custo total de produção, sendo portanto de extrema necessidade a realização de um manejo adequado, a fim de maximizar os lucros. O Brasil obtém atualmente muito sucesso no quesito alimentação de qualidade, de forma barata, evitando deficiências nutricionais e obtendo um lucro maior no final do processo de desenvolvimento animal e em todas as fases da vida dos mesmos.

 

Para obter redução de custos, sem que haja problemas no desempenho animal, é necessário a realização de estudos aprofundados e a montagem de uma dieta bem equilibrada. Deve-se levar em consideração as exigências de cada espécie e o potencial nutricional dos alimentos, a fim de concluir  se estes são adequados na alimentação dos mesmos. Desta forma pode-se formular rações de qualidade atendendo a todas as necessidades nutricionais, visando a importância da alimentação.

 

As dietas formuladas sofrem alterações nas diferentes estações do ano, já que o clima se altera durante os diversos meses, assim como também há variações no índice de precipitação. A dieta portanto, deve ser alterada, sendo realizada um tipo de nutrição nas águas e outro tipo de nutrição nas secas, assim como são chamados estes períodos, em busca de suprir para o animal o que falta na pastagem quando as chuvas estão precárias e complementar os minerais quando elas se apresentam em abundância.

 

Os animais utilizam o alimento ingerido para seu crescimento, reposição ou reparação de tecidos corporais e também para elaboração de matérias primas como o leite, a carne, entre outros. As dietas estão intimamente ligadas com a qualidade dos produtos, influenciando muitas vezes, não somente no aumento da produção, como também na qualidade da mesma. É então de extrema importância que os alimentos fornecidos sejam de qualidade, bem manuseados no dia a dia e possuam todos os nutrientes necessários, garantindo uma alimentação equilibrada, evitando a contaminação e a transmissão de doenças.

 

Uma alimentação balanceada possui, fibras, proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais em proporções adequadas, além de ser fundamental o fornecimento de água em abundância, sem restrições, ajudando no processo de digestão de fibras. Quando submetidos a uma alimentação falha, ou de má qualidade, os animais podem adquirir doenças e demonstrar comportamento atípico. Algumas alterações comuns apresentadas são isolamento do grupo, apatia, alteração na condição física, quebra na produção de leite, falta de apetite, espirros, diarreia, ausência de ruminação, dentre outros.   

 

Com a utilização de forrageiras adequadas a cada espécie, é possível a redução de gastos com suplementações extras, sendo importante também que estas estejam em boas condições e sejam bem manuseadas. O manejo das pastagens consiste em escolher o ponto em que esta se apresente com o maior índice proteico foliar possível, evitando que uma complementação nutricional seja necessária, e economizando na utilização de insumos. Portanto, realizando um equilíbrio entre a utilização de forrageiras adequadas e insumos de qualidade pode-se obter ótimos resultados a um baixo custo.

 

Na criação de animais, existem vários objetivos, como a produção de leite, carne, reprodução animal, entre outros. Cada objetivo é seguido de uma dieta diferente, já que um animal em processo de reprodução por exemplo, não pode apresentar sobrepeso, enquanto um animal destinado ao abate, produção de carne, necessita ter um acabamento de carcaça ideal. É preciso então ser realizado uma alimentação adequada a cada objetivo, a fim de obter os resultados esperados, e consequentemente um retorno financeiro maior.

Portanto, para obter melhores resultados e um lucro final maior no processo de produção, é fundamental a oferta de uma alimentação saudável aos animais, que esteja de acordo com as necessidades nutricionais dos mesmos, para atingir seus potenciais genéticos e os objetivos impostos. É preciso levar em conta também que a nutrição animal é responsável por cerca de 40% a 60%  do custo total da produção, e que a economia de insumos dentro de um planejamento bem direcionado, auxilia na redução dos custos e consequentemente o aumento do retorno financeiro.

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Maria Almeida Prado

Estudante de Zootecnia pela Universidade Federal de Uberlandia (UFU), apaixonada pela pecuária e gestão de fazendas.

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