Importância da análise da matéria seca.

 

A matéria seca, é muito importante na alimentação animal e está presente na dieta o ano todo. Matéria seca, peso seco, ou extrato seco, nada mais é do que o que sobra do peso de um material após a perda de toda a água que é possível se extrair através de processos específicos em laboratório.  

 

O consumo de matéria seca digestível é das mais importantes e mais eficazes tecnologias já utilizadas para aumento de desempenho animal. Caso os animais não tenham um consumo esperado diariamente, não conseguem atingir os níveis de desenvolvimento e ganhos esperados, nem a mantença muitas vezes.

 

A matéria seca (MS) é necessária, pois na porcentagem dela, do alimento, estão contidos todos os nutrientes como, energia, proteína, minerais e vitaminas. O fato da MS conter todos estes índices a torna de extrema relevância na hora da montagem de uma dieta e justifica o por que muitos alimentos e nutrientes são expressados neste índice.

 

Para se extrair a água da matéria seca existem várias formas. Em laboratório é possível retirar a água dos alimentos, colocando-os na estufa. Já nas fazendas determina-se a água dos alimentos através de um equipamento chamado “Koster”, ou em microondas comercial. Em ambas as situações a fórmula para cálculo da porcentagem de matéria seca é:

 

Matéria seca = massa inicial, menos a massa final sobre a massa inicial vezes 100.

 

Em laboratório, as amostras são secas em estufa com ventilação forçada por 72 horas a 60°C de temperatura. Após este período as amostras são moídas e vão para outras estufa por mais 24h a 105°C, a fim de retirar todo restante da umidade. A vantagem deste método e a precisão dos resultados e a desvantagem é o custo e, o tempo que leva até ficar pronto.

 

É extremamente relevante a análise da matéria seca, já que em rebanhos de alta produção se os níveis de fibra estiverem perto do nível mínimo e isto não for avaliado, pode ocorrer uma queda na produção. Por exemplo, a silagem apresenta grande variação no índice de MS, já que se mistura várias partes de cortes e estados vegetativos diferentes.

 

Mudanças bruscas no teor de matéria seca podem causar ocorrências agudas de acidose. Isto ocorre quando dietas de alta energia, próximas ao limite de fibras, estão sendo fornecidas, ou seja, dietas com com baixa quantidade de matéria seca, oriunda da forragem, está sendo de fato ofertada, afetando o pH ruminal.

 

Visando o fato de que os animais estão consumindo uma alta quantidade de matéria seca, é importante fornecer fibras de boa degradabilidade no rúmen. Se as fibras não forem de alta degradabilidade, estas vão se acumular por mais tempo no rúmen, reduzindo o consumo, por repleção ruminal. Uma alta concentração de lignina é sinal de baixa digestibilidade, na qual dificulta a ação dos microorganismos no rúmen.

 

Um fator que interfere também na absorção de matéria seca é a moagem do alimento. Um alimento que apresente menores partículas, possui melhor absorção, o que torna a moagem um processo essencial, que está diretamente ligado ao sucesso no desempenho animal.

 

Portanto, uma dieta que favoreça a absorção de matéria seca se torna ideal. Com o alto aproveitamento da matéria seca, o animal tem acesso a nutrientes e fibras de qualidade, que auxiliam na ruminação e garantem um bom desempenho em seus fins de produção.

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Maria Almeida Prado

Estudante de Zootecnia pela Universidade Federal de Uberlandia (UFU), apaixonada pela pecuária e gestão de fazendas.

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