Angus: sua história, raça e características

 

A raça Angus originou-se na região da Escócia, conhecida como taurino britânico.O cruzamento vem entre a linhagem mocho de Arbedeen com o Angus, assim denominado Arbedeen Angus. Não existe diferença entre a pelagem red angus com o angus preto. A coloração vermelha acontece devido ao gene recessivo do animal. Sendo possível gerar um produto de pelagem avermelhada entre o cruzamento de um touro preto com uma vaca preta.

Devido a sua produtividade, desempenho e inúmeras vantagens, a raça possui a Associação Brasileira de Angus. Esta associação visa auxiliar criadores, incentivar o melhoramento genético, ganho de peso e qualidade das carnes, trabalhando em conjunto com frigoríficos certificados para o abate dos animais dessa raça. Sendo assim, uma vantagem para lucratividade e programas benéficos para o rebanho brasileiro.

Existem diversas características raciais que considera o rebanho de corte completo. Em relação a fertilidade e longevidade, as fêmeas entram em período reprodutivo precocemente entre 14 a 18 meses de idade e possuem intervalo de parto reduzido e conseguirem entrar em um curto período de tempo na reprodução após o parto. Tais benefícios geram rentabilidade aos produtores, por serem animais que ganham maior rendimento e produzem bezerros com maior ganho de peso.

Rusticidade é um dos benefícios da raça por serem de fácil adaptação em diversas regiões do país e não perderem a sua qualidade. São mais resistentes a ectoparasitas e a doenças, sobrevivem em solos férteis ou precários. As fêmeas conseguem produzir leite para amamentar os seus bezerros, sem causar muitos danos para o organismo.

Um ponto forte dessa raça de corte é a sua qualidade de carne para o mercado interno e externo. Tendo como parceria em frigoríficos distribuindo prêmios para aqueles que apresentam animais com grande desempenho e qualidade de carcaça. Podendo ser animais puros ou cruzados ou seja, 50% de sangue angus com 50% de sangue zebuínos. Avaliando a idade cronológica em fêmeas com até 4 dentes, e machos com 2 dentes e níveis de gordura de 3 a 5. Segundo a cartilha de critérios para a remuneração do programa.

A raça possui facilidade em deposição de gordura, em cerca de 3 a 6 mm de gordura e carne marmorizada, o que significa gordura entremeada. Assim, confirma uma carne saborosa, macia, com textura e suculência, sendo uma exigência para os europeus, facilitando o comércio externo.

Devido a todas características raciais juntamente com o maior programa de carne certificado do Brasil a raça vem melhorando geneticamente e apresentando vantagens para se criar um gado de corte a pasto. Transmite a seus descendentes, entre cruzamentos com gado zebuíno ou próprio da raça, maciez e marmoreio na carne, visando melhorar a qualidade de carcaça e diminuindo custos de produção ao pecuarista.

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Victoria Hueb

Graduanda em Medicina Veterinaria pela Universidade Federal de Uberlândia. Nascida e criada por pecuaristas da região de Uberaba e Campo Florido. Apaixonada por cavalos e seus esportes!

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