Cuidados a serem tomados no pré e pós-parto das vacas.

As fases de pré e pós-parto são extremamente críticas para a saúde dos animais e requerem atenção especial na nutrição, manejo e condições sanitárias. As fases mais delicadas são os 60 dias que antecedem o nascimento do bezerro, chamado de período seco e os 30 primeiros dias de lactação.

 

O período seco merece atenção redobrada, pois é a fase em que as vacas precisam repor as reservas necessárias para produzir leite de qualidade para os bezerros. E também a fase de maior desenvolvimento do feto, o que demanda grande quantidade de nutrientes da mãe e quando a glândula mamária se regenera para nova lactação.

 

Neste período o conforto térmico e um dos pontos que necessitam de atenção. Durante a gestação o metabolismo das vacas acelera, o que faz com que a temperatura corporal das mesmas se eleve, algo que pode gerar certo desconforto térmico e pode adiantar o parto e afetar a produção.

 

No caso de vacas holandesas, por estas serem mais sensíveis ao calor, quando atingem 45 dias antes do parto, se a temperatura exceder de 17 a 20 graus é importante que estas sejam molhadas diariamente ou que recebam ventilação adequada. Devem evitar andar e estar em ambiente arejado com acesso fácil a água e alimentação de qualidade.

 

No final da prenhez, apesar de os animais comerem menos devido a pressão do feto no abdômen e das alterações metabólicas do período, a nutrição e de extrema importância. O tipo de alimentação não muda, e sim a porção de volumoso e concentrado. Deve ser realizada uma avaliação do consumo do animal e adequar para melhor atendê-lo.

 

Uma ação preventiva importante a ser realizada e a introdução, no concentrado, de sais minerais a base de sulfatos e cloretos, conhecida como “dieta aniônica”, que visa evitar a febre do leite, complicações como retenção da placenta, metrite, deslocamento do abomaso e até mastite.

 

Para vacas de alta produção, a dieta aniônica deve ser fornecida obrigatoriamente, durante as três semanas que antecedem o parto. Para certificar os resultados da dieta, deve-se medir semanalmente o pH da urina, que deve estar entre 5,5 e 6,5.

 

Ao final da prenhez, devido às alterações metabólicas no organismo, as vacas têm sua imunidade reduzida e se tornam mai susceptíveis a doenças. Para o início do período seco, recomenda-se realizar o tratamento preventivo de mastite subclínica, aplicando antibióticos em todos os animais. Trinta dias antes do parto deve-se realizar também o tratamento preventivo de pneumonia, diarreias virais e bacterianas e a clostridiose.

 

No pós-parto, início da lactação, e quando o produtor pode obter mais lucro. Esta é uma fase em que a demanda nutricional sofre um grande aumento, devido aos desgastes gerados pelo parto e pela formação do leite. Caso a demanda nutricional no início da lactação ano será atendida, pode interferir no pico de lactação e retardar o cio, atrasando a próxima reprodução.

 

A dieta para o pico de lactação, tem suas proporções alteradas devido a alta necessidade da vaca. Por exemplo, uma vaca que tem um consumo de matéria seca de 14 a 15kg passa a consumir 20kg. Para este período é importante fornecer o melhor alimento que estiver acessível ao proprietário, evitando futuros problemas.

 

Em relação ao manejo, e importante que as novilhas primíparas sejam colocadas em um lote separado, já que as vacas mais velhas, possuem maior agilidade para acessar o cocho, algo que pode prejudicar as primíparas a acessar o alimento.

 

Portanto, estas são as duas fases que merecem maior atenção no processo reprodutivo dos animais, a nutrição e a base para obter o desempenho desejado, porém não é o único fator que merece atenção.  É importante um manejo e instalações adequadas, à realização das medicações preventivas e atenção aos animais em todo este período, a fim de obter o máximo desempenho.

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Maria Almeida Prado

Estudante de Zootecnia pela Universidade Federal de Uberlandia (UFU), apaixonada pela pecuária e gestão de fazendas.

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