Fertilização in Vitro (FIV) em bovinos: aceleração de melhoramento genético

A FIV (fertilização in vitro), é uma biotécnica utilizada para aumentar a quantidade de bovinos de genética superior. É usada justamente pela rápida progressão de genética, principalmente em animais de alta produção.

A FIV permite que uma doadora consiga produzir até centenas de bezerros por ano. Assim evita o descarte precoce das fêmeas de alta produção, podendo conservar maior tempo de vida das mesmas e evoluir um plantel somente com genética de ponta.

FIV em bovinos
Fonte: Montagem sobre fotos de Marcos Santos/USP Imagens

Quando se trabalha com FIV, é trabalhado as seguintes etapas:

  • Aspiração folicular: É uma técnica utilizada para obtenção dos folículos diretamente dos óvulos das vacas doadoras com a ajuda de um equipamento de ultrassonografia;
  • Maturação oocitária: É uma biotécnica que consiste na coleta dos ovócitos das vacas doadoras e vai ate o cultivo dos mesmos, até que estejam aptos para ser fecundado/fertilizados;
  • Fecundação: Fase na qual ocorre a união entre os gametas masculinos (espermatozoides com os femininos (ovócitos);
  • Cultivo embrionário: conseguir embriões de boa qualidade para que possam ser implantados nas receptoras;
  • Transferência de embrião: Última etapa da FIV, onde se implanta os embriões nas vacas receptoras (barriga de aluguel).

O custo da FIV é um pouco mais alto que da IATF (Inseminação artificial em tempo fixo), porem quando se utiliza FIV na bacia leiteira tem uma diferença gradativa em relação a produção. Considerando um rebanho de produção media de 4.000 kg de leite/lactação, se utilizar IA (Inseminação artificial) com sêmen de um touro que adicione 500 kg de leite/lactação, seria necessários 30 anos para obter uma fêmea de 9000 leite/lactação. Se for utilizado a FIV com uma fêmea superior (9000 kg/lactação) de outro rebanho e com sêmen sexado do mesmo touro citado acima, na primeira geração (três anos) seria possível obter uma fêmea com produção media de 9500 kg/lactação. Ou seja, a produção de leite da primeira lactação já pagaria os investimentos da FIV.

Apesar do custo da FIV ser um pouco mais elevado que o da IATF, custa menos que um animal vendido em leilão de elite que geralmente não tem alta carga genética e não é avaliado. Porem com R$ 2 mil reais, pode ser adquirida uma prenhez com valor genético elevado, feito com espermatozoide de um touro e oócito de uma vaca bem ranqueados, porem com esse valor não é possível comprar animais provados geneticamente.

Na técnica de IA, cada vaca pode dar um bezerro por ano, se utilizar a técnica de FIV ou TE esse numero pode se multiplicar de 15 a 50 por doadora.

A evolução das técnicas de FIV e TE é surpreendente, os números comprovam. Nos últimos cinco anos a produção nacional teve um aumento de 60.000 para 200.000 embriões transferidos.

A FIV tem como sua principal vantagem o crescimento rápido do rebanho de alto valor genético. Já como desvantagem, ela não da uma alta taxa de prenhez e tem um custo bem acima da IA.

Para que uma propriedade possa trabalhar com FIV é necessário algumas exigências. Uma delas é um espaço onde não seja quente e que não possua nenhum tipo de luz, onde ocorrera a separação dos oócitos viáveis e os não viáveis. Na estrutura externa é necessário que a propriedade tenha uma estrutura de curral bem reforçada e um tronco de contenção, onde serão avaliados os animais para a técnica em questão. É necessário que possua animais com alto valor genético e mão de obra especializada.

Quando comparamos a taxa de prenhez da IATF com a FIV, os números assustam. A FIV chega a ter 30% a menos de animais prenhe que a IATF.

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Igor Tostes Cançado

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