Higienização das instalações bovinas

Os animais passam a maior parte do tempo em currais e estábulos, o que aumenta o acúmulo de dejetos. A grande quantidade de fezes e urina acumuladas pode gerar muitos problemas caso o pecuarista não realize um manejo adequado. 

 

A realização de uma higienização adequada das instalações bovinas, evita diversos problemas, como por exemplo, a ocorrência de verminoses, mais comumente encontradas devido ao fato do ambiente ser propício para proliferação de vermes e bactérias. 

 

Fatores como o número de animais, condições do ambiente em que estão inseridos e o tipo de instalação influenciam na frequência em que se deve realizar a higienização. É necessário que a limpeza seja algo periódico e esteja presente dentre as prioridades da propriedade. 

 

A higiene envolve dois processos básicos, a limpeza e a desinfecção. A limpeza pode ser realizada de duas formas, a seca que consiste em varrer a matéria orgânica da superfície e a úmida, que utiliza de jatos de água e alguns detergentes que irão variar de acordo com a substância encontrada na superfície. 

 

O processo de desinfecção, e onde são aplicadas substâncias para desinfectar a superfície, em busca de eliminar grande parte dos microrganismos patogênicos de modo que não representem risco algum para a saúde dos animais e também a humana. 

 

A higienização deve ser aplicada também nos cochos de água e alimentação, já que qualquer dejeto pode ser diretamente ingerido pelo animal e causar sérios problemas a sua saúde. 

 

Para a limpeza dos bebedouros, deve-se esvazia-los e esfregar toda a sua superfície. O ato de esfregar, garante que todo o limo e o lodo que se acumularam na parede do mesmo sejam retirados. Caso ainda assim sobre algo, pode-se utilizar produtos, como água sanitária, que deve ser completamente enxaguada antes de volar a água para o cocho. 

 

Os cochos onde será fornecido alimentação, também merecem uma atenção especial. É importante que não haja restos de alimentos ao fim do dia nos mesmos, o que pode atrair moscas, podendo levar a uma contaminação. Outro fator que também merece atenção e em relação ao piso em volta do cocho, este deve ser de preferência, concretados, evitando excesso de umidade no solo. 

 

Os dejetos eliminados, muitas vezes se encontram sem destino, porém estes podem ter grande utilidade dentro das propriedades. Os dejetos animais, desde que bem manejados, proporcionam um adubo de alta qualidade para as plantas, trazendo benefícios para as propriedades físicas do solo, aumentando a capacidade de retenção de ar e umidade e favorecendo a atividade microbiana. 

 

Outra alternativa para os dejetos e a sua destinação para a produção de bioenergia. para ser autossuficiente na geração de energia é necessário ter um número mínimo de animais. Cada animal produz uma média de 25 quilos de fezes diariamente, com esse volume consegue-se produzir 1 metro cúbico de gás. 

A fim de se tornar viável e importante que o biodigestor seja abastecido diariamente, durante todo o ano. Diferentemente da energia solar e eólica, os gases provindos dos biodigestores podem ser armazenados e utilizados na propriedade de acordo com a necessidade. 

 

Portanto a higienização do ambiente em que os animais estão inseridos se torna extremamente importante para manter uma saúde adequada, evitando a proliferação de doenças. A higienização também se torna interessante a partir do momento em que pode gerar uma segunda fonte de renda, destinando os dejetos a biodigestores ou até a adubação das plantas.

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Maria Almeida Prado

Estudante de Zootecnia pela Universidade Federal de Uberlandia (UFU), apaixonada pela pecuária e gestão de fazendas.

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